Criada em casa, correndo pelo quintal, jogando queimada na rua, eventualmente jogando queimada com mamonas tiradas do pé (dói uma boa quantidade quando acerta...).
Férias: a encarnação da música do Ultraje a Rigor, "Nós vamos invadir sua praia". De carro de Minas até as praias do Espírito Santo, depois no fusquinha amarelo do avô, invadindo a praia, farofa total. Anos 80. Eu era bem feliz.
Escolas particulares, pai trabalhando, mãe em casa, mas não exatamente uma "tradicional" família mineira. Optaram por não me batizar: "a escolha deve ser sua".
Ensinaram-me autoconfiança, pois eles acreditaram - e acreditam - em mim.
Cumpriram a tarefa mais difícil que os pais tem que cumprir: soltar os que amam ao mundo, confiando que a criação que deram será o bastante. Tem que ser.
E não que tenha sido um período sem atribulações: mamãe com câncer quando minha irmã nasceu, doenças de outras pessoas na família, mas tudo superado porque eu me sentia extremamente amada e confiante de que tudo sempre ia dar certo. Meus pais são vivos, saudáveis e bem espertinhos.
Na minha cabeça, deu certo. Na da minha irmã, não.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
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