Um dia eu desmaiei no colégio. Acho que na oitava série. Chamaram meu pai, fui ao hospital, me reviraram do avesso. Acharam uma variação de batimento cardíaco de pouco mais de 0,12 segundos, relacionada com a respiração. Bem, isso tem nome: arritmia sinusal respiratória. Só não é propriamente doença. E nem é permanente. Também acharam uma escoliose (desvio de coluna). A culpada foi a mochila, pois éramos alunos-caramujo, carregávamos nosso mundo nas costas. Quando inventaram as mochilas de rodinhas, eu já estava no segundo grau e preferia a ameaça do colete ortopédico pra tratar a escoliose do que o mico de desfilar pelo colégio com a mochilete rosa da Barbie ou qualquer coisa assim.
Mas voltando ao chilique. Nunca mais eu desmaiei, nem quando devia.
Mas depois desse dia o mundo ficou diferente, e eu que sempre fui pragmática, mesmo criança, comecei a ver que havia mais que o preto e o branco. Havia nuances de cada cor.
Não demorou muito e veio a primeira paixonite de adolescente...
sábado, 11 de fevereiro de 2012
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